Palestras e atividades culturais marcam o Dia Nacional da Consciência Negra no Campus

Gerar a reflexão sobre como o negro é tratado em nossa sociedade. Este foi o objetivo do evento realizado pelo Coletivo Ubuntu, do Campus Rio Pomba, em 20 de novembro. Na data em que se comemorou o Dia Nacional da Consciência Negra, teatro, roda de capoeira, sarau e palestras mostraram as consequências sociais de anos de escravidão e como o racismo e o preconceito ainda permeiam o cotidiano dos brasileiros. “Nossa intenção é instigar os alunos a pensarem sobre as causas do movimento negro”, explicou a presidente do Coletivo, Esther Martins de Assis.

A atividade começou com apresentação do grupo de teatro Os Ambeadores no hall do Refeitório. O texto mostrou situações de racismo sofridas diariamente por negros. No início da tarde, os membros do Coletivo reuniram alunos e professores no Salão Nobre para os debates. A primeira apresentação ficou a cargo do professor de História, Rafael Rocha. Ele falou sobre a aplicação da Lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da cultura afro-brasileira nas disciplinas de níveis fundamental e médio. Para comprovar a presença de diversos assuntos a serem abordados, ele citou a história dos movimentos raciais e a atual personificação dos negros na mídia.

Em seguida, o professor de Português, Literatura e Artes do Campus, Vagner Peron, falou sobre LGBTIs negros. Mostrou que o discurso social vigente é o de que essas pessoas precisam se encaixar num esteriótipo caricato para serem aceitos na comunidade. Como exemplos, lembrou as figuras de Vera Verão e Laila Dominique. Comprovou com reportagens e dados estatísticos que aqueles que não se submetem a este perfil são discriminados e podem se tornar vítimas de violência.

Para encerrar as apresentações, a ex-professora do Campus Monique Carvalho apresentou o feminismo negro. Ela narrou como se reconheceu na sociedade utilizando textos de autoras negras, como Djamila Ribeiro e Sojourner Truth. Depois levantou os principais pontos da luta do movimento social: sensualização do corpo, política de aborto, presença de negras nas universidades.

O Coletivo

No início do ano, estudantes do ensino técnico integrado decidiram se reunir semanalmente para debater o racismo na sociedade brasileira. Daí, surgiu o Coletivo Ubuntu. Atualmente, conta com cerca de 20 integrantes e está atuando não só na causa negra, mas também junto a outros movimentos de minorias, como mulheres e LGBTIs. O grupo encerra as atividades de 2018 no dia 30 de novembro.

Assessoria de Comunicação
Campus Rio Pomba
21/11/2018